terça-feira, 23 de setembro de 2014

Do outro lado


Por sobre as nuvens, sobre as trevas,
O azul celeste sempre aprofunda.
Por favor, tirai de mim estas grevas,
Que, neste lodo, minha alma só afunda...

Como hei de chegar ao que não há?
Tão próximo e distante é o Sol poente,
Júpiter mostra-me, mesmo de lá!
Estaria a resposta em minha mente?

Tanto conhecimento ao Homem falta...
A Harmonia, porém, ó, tão alta,
Não se escala com os pés ligeiros.

Pedra por pedra, uma há de soltar.
Aproveitai os ocasos praieiros!
Luz que é luz, pois, há de acabar.

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